
31 de dezembro: fechar o ano também é um gesto
No último dia do ano, a Boutique Mística reflete sobre rotina, artesanato e presença. Um texto simples para fechar o ciclo sem excessos.
COTIDIANO DA BOUTIQUE
12/31/20251 min read


31 de dezembro costuma vir carregado de expectativas. Fogos, promessas, listas de metas e resoluções que, muitas vezes, não passam da primeira semana de janeiro. Mas fechar um ano não precisa ser um evento grandioso. Às vezes, é apenas um gesto simples — e suficiente.
Aqui na Boutique Mística, o último dia do ano chega com outro ritmo. Não há contagem regressiva nem grandes discursos. Há silêncio, cheiro de madeira, objetos no lugar e outros ainda encontrando onde ficar. A loja termina o ano aberta, concreta, real. E isso, por si só, já diz muita coisa.
A Boutique Mística nasceu para ser um espaço de uso cotidiano. Um lugar onde o artesanato não é apenas decorativo, mas funcional. Sabonetes, óleos, objetos simples, feitos para acompanhar a rotina, o cuidado com a casa e o corpo. Nada aqui existe para ficar intocado. Tudo foi pensado para circular, ser usado, fazer parte da vida real.
Fechar o ano também é isso: guardar o que serviu, limpar o que pesa, agradecer o que ficou. Não como ritual performático, mas como prática. O cuidado que se repete todos os dias costuma ser mais transformador do que grandes promessas feitas uma vez por ano.
Para quem passa por Ubatuba, a Boutique Mística é um convite ao essencial. Um espaço pequeno, feito em pequena escala, com atenção aos detalhes e sem excesso. Para quem acompanha de longe, fica a lembrança de que viver bem não exige tanto quanto parece — exige presença.
Se você chegou até aqui neste fim de ano, seja entrando na loja, lendo este texto ou apenas passando os olhos, o convite é simples: atravessar o próximo ciclo com mais atenção ao que é cotidiano. O simples costuma durar mais.
A Boutique segue.
O ano muda.
E a vida continua pedindo cuidado, repetição e presença.
